Conhecendo Trevelin – Viagem a Futaleufú (CH) – Cruzando a Carretera
Austral (início) – Conhecendo Villa Santa Lucía e La Junta
25 de outubro de 2013 – 22º dia
- Desayuno: na cozinha da cabana,
preparado pelos blogueiros.
- Ao amanhecer,
conhecemos rapidamente a pequena cidade de Trevelin, que possui significativa influência
de colonização galesa e o moinho “Molino Museo Nant Fach”, réplica de antigos
moinhos familiares existentes na região, nos séculos XVIII e XIX. Depois
partimos em direção a Villa Santa Lucía, na Carretera Austral (Chile).
- Voltamos ao Chile,
desta vez pelas aduanas do Paso Fronteirizo
do Rio Futaleufú. Cruzamos a fronteira, “sem novidades”. Nota: a coordenadora dos trabalhos dos funcionários da Aduana
Argentina, pela manhã do dia 25, nos tratou de uma forma especialmente cortês.
Era uma nativa que morou durante anos em Curitiba. Mundo pequeno este – hehehe.
- Já em solo do
Chile, fizemos nossa primeira parada na pequena e pacata cidade de Futaleufú
chilena. Tomamos chimarrão na praça central, admiramos as casas de tejuelas e adquirimos belos bifes de chorizo, entre outros pitéus.
- Ingressamos
na Carretera Austral, na Villa de
Santa Lucía. Dali, seguimos para o sul.
- Almoço: ao
lado da Carretera, junto a árvores,
pedras e águas límpidas e translúcidas de um, dos muitos rios, que atravessam a
estrada, feito pelo chef Paulo
Nascimento (bife de chorizo, arroz e ensaladas). Espetacular pela boa
culinária e pelo ambiente rústico, campestre e sublime que nos envolvia -
hehehe.
- No trajeto
deste dia, vimos inúmeras montanhas (com picos nevados), passamos por várias
reservas florestais e quedas de água (algumas enormes). Paisagem majestosa. A
estrada, por si só, é um atrativo a parte. Faremos uma pequena digressão sobre
ela, na conclusão do seu percurso.
- Na boca da
noite, chegamos à localidade de Puerto
Puyuhuapi. Nota: no caminho, com
temperatura próxima de 0 ºC, oferecemos carona para duas jovens mochileiras,
que caminhavam lenta e tristemente pela Carretera.
Mais uma vez, Paulo Nascimento fez uso de seus conhecimentos lingüísticos e
conseguimos estabelecer alguma comunicação. Pudemos entender que: (a) uma era
de nacionalidade canadense e a outra holandesa; (b) haviam se conhecido no dia
anterior; (c) sentiam-se extremamente seguras (d) desistiram da trilha que percorriam,
pelo excesso de frio e de neve (na camionete, ar condicionado em funcionamento,
a temperatura era de agradáveis 22 ºC – hehehe). Cavalheirescamente deixamos as
camaradas de percurso em sua pousada e procuramos abrigo para nos acomodar.
- Hospedagem: hospedaje familiar Dom Luís (quarto
privativo – banheiro compartilhado – inclusos o desjejum e o acesso a cozinha).
Bom custo/benefício e atendimento prá lá de simpático (únicos hóspedes do dia).
- Janta:
elaborada na cozinha da família, pelos blogueiros.
- Itinerário:
Trevelin – Futaleufú – Paso Fronteirizo
Rio Futaleufú – Santa Lucía – La
Junta – Puerto Puyuhuapi.
- Km
percorridos: cerca de 220 (200 em estrada de rípio).
- Tempo: bom,
com nuvens esparsas e alguma neblina, ao cair do crepúsculo. Temperatura: de 10
a 0 ºC. Nota 1: foi um dos dias em
que tivemos menor temperatura em nossa “expedição”. Nota 2: todas as pousadas e hostéis
(mesmo os mais simples), em que nos hospedamos, possuem um excelente sistema de
calefação. No caso deste hostel/casa
de família, construído todo em madeira, um fogão a lenha, por meio de sistema
seguro, simples e barato, distribui a calefação para todos os ambientes, de
modo eficaz. Vimos que isto se estende também as casas unifamiliares mais
modestas. Não se entende porque em nosso Rio Grande do Sul, de frio rigoroso no
inverno, não existe esta “cultura” em nossos operadores da área de construção
civil (engenheiros, arquitetos, mestres de obra e pedreiros) para, com
simplicidade e a um custo baixo, proporcionar esta comodidade aos moradores.

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