segunda-feira, 25 de novembro de 2013

EXPEDIÇÃO LAÇADOR - FIM DO MUNDO

ATRAÇÕES MAIS PROEMINENTES
 Acabada a missão a que nos propomos, ousamos apresentar as atrações que entendemos mais significativas, visitadas/conhecidas na longa marcha, sem desdouro de outras. Como já refere um antigo e sábio brocardo popular: “gosto não se discute” - hehehe. A relação segue a ordem do percurso:
- As Serras de Córdoba e o Parque Nacional Quebrada del Condorito (AR);
- O bom astral de Mendoza (AR);
- A Ruta Provincial Mendoza-Uspallata, via Villavicencio (AR);
- O Acongágua (AR);
- A Ruta Nacional que transpõe o Parque Nacional do Aconcágua – Uspalatta/Los Andes (AR e CH);
- Valparaíso (CH);
- Os parreirais do Vale do Colchagua (CH);
- O Vulcão Villarrica e arredores (CH);
- A magia da Ilha de Chiloé (CH);
- A região dos Lagos Chilena e Argentina (CH e AR);
- El Bolsón;
- Parque Nacional Los Alerces;
- A Carretera Austral (CH);
- As atrações da Carretera, especialmente a Geleira Ventisqueiro Colgante e as Capillas/Catedral de Mármol (CH);
- A Ruta que margeia o Lago General Carrera, de Puerto Bertrand a Chile Chico (CH);
- A Cueva de las Manos (AR);
- O Cerro Fitz Roy (AR);
- A Geleira Perito Moreno (AR);
- O Parque Nacional Torres del Paine (CH);
- O Estreito de Magalhães, notadamente por sua importância histórica e localização isolada e inóspita (CH);
- Ushuaia, Canal de Beagle e Parque Nacional da Terra do Fogo (AR);
- Parque Nacional Monte de Léon (AR);
- Camarones e Cabo dos Bahia (AR);
- A Ruta Provincial Camarones/Punta Tombo, via Cabo Raso (AR);
- A Península Valdés (AR).
  
PRESTAÇÃO DE CONTAS
QUADRO RESUMO DA EXPEDIÇÃO

- Nº de dias da expedição: 46 dias (44 pernoites).
- Quantidade de quilômetros percorridos: 15.512 km.
- Óleo diesel consumido: 1.650 litros.
- Média do consumo de óleo diesel (km/l): 9.4.
- Valor médio do litro de óleo diesel: R$ 2,90.
Total do valor de óleo diesel: R$ 4.785,00; individual: R$ 2.393,00.
- Nº de hospedagens: 44 diárias.
- Valor médio individual da diária: R$ 41,00.
Total do valor individual de diárias: R$ 1.804,00.
- Nº de refeições (almoço/janta) não elaboradas pelos blogueiros, degustadas em restaurantes ou estabelecimentos similares: 26.
- Valor médio individual de refeições (almoço/janta) não elaboradas pelos blogueiros, degustadas em restaurantes ou estabelecimentos congêneres: R$ 17,00.
Total do valor individual de refeições (almoço/janta) não elaboradas pelos blogueiros, degustadas em restaurantes ou estabelecimentos congêneres: R$ 442,00.
- Nº individual de refeições elaboradas pelos blogueiros, entre almoços/jantas/cafés da manhã: 82. Nota: a partir de gêneros alimentícios adquiridos junto a mercados, padarias, açougues e similares. Incluem também barras de cereais, bolachas e outros produtos análogos. 
- Valor médio individual das refeições elaboradas pelos blogueiros, entre almoços/jantas/cafés da manhã/lanches: R$ 8,00.
Total do valor individual das refeições elaboradas pelos blogueiros, entre almoços/jantas/cafés da manhã/lanches: R$ R$ 656,00.
Total do valor de pedágios: R$ 200,00; individual: R$ 100,00.
Total do valor de ingressos, passeios e uso de ferry boat/balsas: R$ 800,00; individual: R$ 400,00.
Total da revisão regulamentar da camionete: R$ 850,00; individual: R$ 425,00.
Valor total da expedição (individual): R$ 6.220,00.

RESUMO GERAL DOS VALORES TOTAIS (individual):
Combustível: R$ 2.393,00.
Hospedagem: R$ 1.804,00.
Alimentação: R$ 1.098,00.
Pedágios: R$ 100,00.
Ingressos, passeios, balsas: R$ 400,00.
Revisão da camionete: 425,00.
TOTAL DO VALOR (individual): R$ 6.220,00.

Observações gerais
- A opção de realizar a jornada durante os meses de outubro e novembro, se demonstrou assaz adequada: (a) agraciados com tempo bom, durante todo o período em que viajamos. A temperatura, especialmente na Região dos Lagos e Patagônia Argentina e Chilena, bem como na Terra do Fogo foi bastante amena. Entretanto, não enfrentamos excesso de frio/neve, o que eventualmente pode acarretar deslizamentos, interrupções de tráfego de veículos e/ou outras ocorrências típicas, que dificultam/impossibilitam a jornada; (b) encontramos com facilidade acomodação, a preço módico; (c) não enfrentamos trânsito intenso, filas e/ou outras “muvucas”, o que frequentemente acontece na alta temporada, sobretudo junto às atrações mais relevantes.
- A divisão de tarefas dos blogueiros, para atingirem o êxito da missão foi, grosso modo, a que segue: (a) Paulo Nascimento – segurança, instrução, inteligência, fotógrafo, intérprete, chef, co-organizador e co-redator do blog, RP e comunicações (acesso a internet e redes sociais, bem como contato com familiares e amigos); (b) Paulo Hendges – planejamento, logística, legislação, “homem-passo/mateiro”, disciplina e moral da tropa, co-organizador e co-redator do blog, motorista, negociador de preços, auxiliar de cozinha e preparador do chimarrão.
- No planejamento da viagem, fixamos como custo de hospedagem, o valor individual da diária entre R$ 30,00 e R$ 50,00, o que cumprimos diligentemente, disciplinados que somos – hehehe.
- Para definirmos avaliação do custo/benefício da hospedagem, levamos em consideração: (a) valor da diária (entre R$ 30,00 e R$ 50,00); (b) condições de higiene e limpeza; (c) qualidade no atendimento; (d) inclusão (ou não) do café da manhã e do acesso a cozinha; (e) quarto/banheiro privativos ou compartilhados. Nota: em nossa avaliação, o custo hospedagem no Brasil é mais caro que na Argentina e Chile (ao menos, para o estilo de viagem a que nos propusemos fazer).
- Para determinarmos a avaliação do custo/benefício das refeições, levamos em consideração: (a) valor em torno de R$ 15,00 (individual); (b) boa qualidade/quantidade de alimentos. Nota: em nossa avaliação, o custo geral da alimentação é mais em conta no Brasil, que na Argentina e Chile.
- O acesso a internet foi largamente possível nos estabelecimentos em que nos abrigamos, inclusive nos povoamentos mais longínquos, exceção ao hostel de Três Lagos (AR). Nota: levamos um bom notebook.
- Barras de cereais e nutrimentos similares foram de grande utilidade para saciarmos a fome (em caráter parcial – kkkkkk), em diversas ocasiões. Da mesma forma, sempre portamos galões (na camionete) e cantil (nas caminhadas), com água mineral.
- No transcorrer da jornada, como bons gaúchos que somos, sorvemos chimarrão diariamente (normalmente pela manhã e a tarde). Para tanto, foram levados os implementos necessários para cevar o mate amargo e 5 kg da mui buena erva mate marca Elacy, procedente de Venâncio Aires.   
- O frio e o vento intenso foram companhia constante. Importante levar roupas apropriadas, luvas, protetores de orelhas e bons calçados (sugerimos, ao menos, um par de tênis e/ou bota  impermeável). Nota: os blogueiros foram extremamente zelosos em relação a estas questões.
- Um bom fogareiro e utensílios de cozinha práticos nos ajudaram significativamente no preparo das refeições.
- Sugerimos não trafegar a noite. Nota: nas regiões mais ao sul do continente americano, no período em que viajamos, o ocaso se dá a partir das 2100h.
– Levamos a bom termo a “expedição”, a bordo de uma camionete Volks, modelo Amarok, 4x4, movida a óleo diesel. Entretanto, ao nosso sentir, qualquer veículo, em bom estado, faria o mesmo percurso, que incluiu mais de 3.000 km em estrada de rípio.     
- As refeições ditas frugais (normalmente elaboradas no café da manhã e na janta), consistiam num singelo lanche, a base de pão, margarina, leite em pó e café, eventualmente com acompanhamento de frios e frutas. Na mesma linha, era a alimentação fornecida pelos hosteis, quando a hospedagem incluía o desjejum.  
- Os hosteis que disponibilizavam o acesso a cozinha tiveram preferência para nos acomodar.
- Cartão de crédito internacional foi comumente aceito e utilizado. Entretanto, em algumas bandas, especialmente nas mais remotas, impõe-se o ressarcimento das despesas em moeda nacional (inclui hosteis, estácion de servícios, restaurantes, mercados e similares). Nota: obtivemos bons descontos em hosteis/hospedaje/casas de família pagando em espécie (“na bucha, em dinheiro vivo” - kkkkk).
- Em razão de políticas fito-sanitárias praticadas por Argentina e Chile, a fiscalização nas aduanas é rígida em relação ao transporte de produtos alimentícios, tanto de origem vegetal, como animal. Felizmente não tivemos problemas em relação a esta questão.
- Bons Guias de Viagem foram fundamentais e subsidiaram sobremaneira o planejamento e a execução da “expedição”. Informam e descrevem sobre: atrações turísticas; roteiros; hospedagem; alimentação; mapas; formas de chegar e sair; documentação necessária; clima; custos, entre outros aspectos que auxiliam a quem se propõe a realizar uma jornada como a que efetivamos. Relacionam também aprestos necessários para uma “aventura” deste naipe. Óculos de sol, protetor solar e labial, medicamentos, uma mochila pequena impermeável, entre outros apetrechos, são imprescindíveis para que a missão seja levada a bom termo.
- Empregamos os seguintes Guias de Viagem em nosso desiderato: (a) Guia O Viajante – Argentina, Projeto Zizo Asnis e Os Viajantes, 1ª edição/maio de 2007, Editora O Viajante – Trilhos e Montanhas; (b) Guia O Viajante – Chile, Projeto Zizo Asnis e Os Viajantes, 1ª edição/outubro de 2007, Editora O Viajante – Trilhos e Montanhas; (c) Guia Visual Chile e Ilha de Páscoa da Folha de São Paulo, 1ª reimpressão - 2012, Divisão de Publicações da Empresa Folha da Manhã S.A.; (d) KeyGuide Guia Argentina, 1º edição em Português - 2012, tradução de Carlos Rosa e Thaís Costa, PubliFolha, Divisão de Publicações da Empresa Folha da Manhã S.A.; (e) Lonely Planet: Chile e Ilha de Páscoa, Carolyn McCarthy (et al), tradução Jogo da Amarelinha, Editora Globo,  1º edição em Português - abril de 2013; (f) Frommer’s Chile  & Ilha de Páscoa - Guia Completo de Viagem, Tradução: Stephan Küffner e Kristina Schreck, 1ª Reimpressão Revisada – 2011, Editora Alta Books.

Nota especial: para o estilo e forma de viagem que realizamos, se destacaram, os dois primeiros guias relacionados, projeto e organização de Zizo Asnis e Os Viajantes. As informações e dicas carreadas nestes dois guias são objetivas, práticas, confiáveis e ecléticas (notadamente no sentido econômico – hehehe). Indiscutivelmente, acabaram se constituindo numa das ferramentas mais valiosas, para o planejamento e execução da jornada (as outras foram a “grana” e a camionete – kkkk). Ademais, seguimos vários dos roteiros sugeridos, sempre resultando em momentos jubilosos e inesquecíveis. Nota 2: edições mais recentes e atualizadas destes operosos Guias de Viagem foram lançadas e estão a disposição em livrarias e bancas.    

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

EXPEDIÇÃO LAÇADOR - FIM DO MUNDO



Indo as compras em Rivera (kkkk) - Viagem a Canoas/RS
18 de novembro de 2013 – 46º dia

- Desjejum: sanduíche farroupilha, em padaria próxima ao hotel em que pernoitamos.
- Cedo da manhã, compramos alguns regalos na Zona Franca de Rivera. Depois, voltamos à estrada (BR 290), chegando à tardinha ao Laçador e depois, em Canoas, cumprindo assim nossa missão, “sem maiores novidades” – kkkkk.
- Almoço: restaurante Laçador, no município de São Gabriel. Nota: mesmo restaurante em que realizamos a primeira refeição, no dia que marcou o início da “expedição”.
- Itinerário básico do dia: Santana do Livramento – São Gabriel – Canoas.
- Km percorridos: 540.
- Abastecimento (em duas oportunidades): 110 litros de óleo diesel.
- Tempo: bom, com sol aberto e poucas nuvens esparsas. Temperatura: em torno de 22 ºC.


Conhecendo os centros urbanos de Colon (AR) e Paysandú (UR) – Cruzando o Uruguai – Viagem a Santana do Livramento
17 de novembro de 2013 – 45º dia

- Desayuno (fraquíssimo): a cargo do hotel.
- Ao alvorecer, partimos em direção a Santana do Livramento.
- Almoço: em restaurante na área central de Colón. Em homenagem/despedida do país irmão, degustamos uma saborosa parrillada (excelente custo/benefício).
- No início da tarde, fizemos o processo de imigração Argentina/Uruguai entre as municipalidades de Cólon (AR) e Paysandú (UR), sem maiores delongas. Nota: para quem estiver com veículo, é requisito para ingressar no Uruguai a apresentação do seguro Carta Verde, que algumas seguradoras brasileiras disponibilizam em sua prateleira de produtos.
- Hospedagem: hotel Glória, próximo ao centro de Santana do Livramento (custo/benefício razoável).
- Janta: lanche frugal, no quarto do hotel.
- Itinerário básico do dia: Campana (AR/RN 14) – Colón (AR/RN 14) – Paysandú (UR/R 26) – Tacuarembó (UR/R 5) – Rivera (UR/R 5) – Livramento (BR/290).
- Km percorridos: 690.
- Abastecimento: 62 litros de óleo diesel.
- Tempo: bom, com sol aberto. Temperatura: por volta de 20 ºC.


sábado, 16 de novembro de 2013

EXPEDIÇÃO LAÇADOR - FIM DO MUNDO

Na Grande Buenos Aires – Viagem a Campana
16 de novembro de 2013 – 44º dia

- Desayuno (fraquíssimo): a cargo do hostel.
- Na alvorada, tornamos à Ruta 154 e seguimos até a distante Campana, na grande Buenos Aires, chegando à noite.
- Almoço: papas fritas com bife de chorizo, num restaurante incorporado a uma estacion de servícios, ao longo da RN 5 (bom custo/benefício).
- Hospedagem: hotel El Talar, próximo ao centro de Campana (quarto/banheiro privativos – desjejum incluso – acesso a cozinha não incluso). Estabelecimento que peca pela limpeza. A pior acomodação da marcha. Custo/benefício sofrível.
- Janta: lanche frugal no quarto do hotel.
- Itinerário básico do dia: Rio Colorado (RN 154) – La Adela (RN 154) – Padre Buodo (RN 35) – Parque Luro (RN 35) – Santa Rosa (RN 5) – Lonquimay (RN 5) – Trenque Lauquen (RN 5) – Chivilcoy (RN 5) – Villa Flandria (RN 5) – Los Cardales (RN 6) – Campana (RN 6).
- Km percorridos: 890. Nota: neste longo percurso, alternamos várias situações conflituosas em relação ao trânsito. Infelizmente volveram os pedágios e os congestionamentos (estávamos desacostumados com a “civilização” - hehehe). Natural, à medida que voltávamos a percorrer rodovias com enorme fluxo de trânsito e cidades de grande densidade populacional.
- Abastecimento (em duas oportunidades): 125 litros de óleo diesel.
- Tempo: bom, com sol aberto e brisa suave. Temperatura: em torno de 16 ºC.


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

EXPEDIÇÃO LAÇADOR - FIM DO MUNDO

Na Patagônia Atlântica (AR) – Conhecendo a Península Valdés – Viagem a Rio Colorado
15 de novembro de 2013 – 43º dia
- Desayuno: a cargo do hostel.
- Cedo pela manhã, saímos com o objetivo do dia: apreciar a renomada Península Valdez e, logo depois, partirmos em direção a Rio Colorado, nosso próximo destino.
- Por boas estradas de rípio (com muita poeira) e na companhia de ônibus e “vans”, conhecemos, entre outros atrativos: os três salares (Salinas Grande e Chica e El Salitral), as Puntas Delgada, Cantor e Norte e a Caleta  Valdés. Na área continental, de fazendas e sítios, com grande produção de ovelha, vimos lobos, emas, flamingos, garças e guanacos. Das margens da costa do Atlântico e de elevados despenhadeiros, com as belas e frias águas do Atlântico recortando o fundo, observamos pingüins, elefantes e leões marinhos, focas, gaivotas e aves marinhas em profusão. Nota: caleta é um pitoresco acidente geográfico que forma uma pequena península com uma espécie de lago – na verdade, o próprio mar.
Nota Especial: a Península Valdés era a última atração turística proeminente que pretendíamos conhecer nesta “expedição”. A partir daqui, o percurso seria feito de forma mais intensiva, com o objetivo de voltarmos para nossa base permanente. Logo adiante, deixaríamos a RN 3, que segue pela costa do Atlântico e ingressaríamos pelo interior do continente.
- Ainda pela manhã, deixamos a Península Valdés e retornamos a ruta. Estávamos abandonando também a Região Patagônica, uma das regiões mais inóspitas do mundo, ambiente em que vivemos momentos inolvidáveis.
- Almoço: junto a uma lanchonete de uma estacion de servícios, onde abastecemos também a camionete. Nota: neste posto de combustível conhecemos o pitoresco e falante “John do Alaska”, que também abastecia no local e recompunha suas forças. Trata-se de um tarimbado viajante americano, de mais de 70 anos, que a bordo de um motor-home, recorre a mais de 20 anos, países da América do Sul (nunca veio ao Brasil). O poliglota Paulo Nascimento entabulou, em inglês, longa prosa com o mesmo. Conhecemos o veículo (bem simples, sendo que seu interior não tem qualquer divisória). John é aposentado e, quando precisa aumentar seu salário, faz eventuais trabalhos de marcenaria ao longo do percurso. Segundo o simpático John, ele nasceu no estado americano de Nebraska e não no Alaska, como sugere o apelido. O Alaska incorporado ao seu apelido, que sequer conhece, vem da placa do motor-home, que foi comprado e emplacado no estado do Alaska.
- O céu resplandecia de estrelas, quando chegamos a Rio Colorado.
- Hospedagem: hotel Homi, na entrada da cidade (quarto/banheiro privativos – desjejum incluso – acesso a cozinha não incluso). Custo/benefício razoável.
- Janta: em restaurante do centro de Rio Colorado (enormes e gostosos panchos, regados a uma boa cerveja argentina). Rolou ainda, como música de fundo, Rolling Stones, Pink Floyd e Bob Dylan, entre outros menos votados – hehehe.
- Itinerário básico do dia: Península Valdés/Puerto Pirâmides – San Antônio do Oeste – General Conesa – Cina Cina – Rio Colorado.
- Km percorridos: 610.
- Abastecimento: 50 litros de óleo diesel.

- Tempo: bom, na maior parte do dia. Pela manhã, ainda na Península Valdés, em alguns momentos, nuvens espessas e uma fina chuva, com forte vento patagônico. Temperatura: 3 ºC, pela manhã (na Península); 14 ºC, a tarde (em Rio Colorado).









quinta-feira, 14 de novembro de 2013

EXPEDIÇÃO LAÇADOR - FIM DO MUNDO

Na Patagônia Atlântica (AR) – Viagem a Península Valdés/Puerto Pirâmides – Conhecendo Puerto Madryn (centro urbano e praias) – Conhecendo a Península Valdés e Puerto Pirâmides
14 de novembro de 2013 – 42º dia

- Desayuno: a cargo da hosteria.
- Nosso objetivo do dia era chegar a Puerto Pirâmides, na Península Valdés, relevante atração turística da Argentina.
- No decorrer do trajeto, novamente pela RN 3, entramos em Puerto Madryn, cidade praiana regional, que conhecemos superficialmente. Nota: os Guias de Viagem indicam esta cidade como base de hospedagem para conhecer a Península Valdés. Entretanto a distância entre estas localidades é razoável (quase 100 km). Preferimos nos hospedar no povoado de Puerto Pirâmides (que fica dentro da Península Valdés), o que se revelou altamente compensador. O custo/benefício da hospedagem se demonstrou excelente; permanecemos bem situados em relação às atrações da Península; não nos submetemos ao itinerário de ida e volta de cerca de 190 km.
- O acesso a bem policiada e sinalizada Península é cobrado. Chegamos ao início da tarde, recorrendo parte das atrações mais próximas de Puerto Pirâmides.
- Almoço: lanche frugal, feito pelos blogueiros, acompanhado de barrinha de cereais.
- Hospedagem: hostel Aloha, na rua central de Puerto Pirâmides (quarto/banheiro compartilhados – inclusos o desjejum e o acesso a cozinha). Bom custo/benefício.
- Janta: na cozinha do hostel, a cargo do chef Paulo Nascimento, em larga quantidade – hehehe.
- Itinerário básico do dia: Gaiman – Trelew – Puerto Madryn – Península Valdés/Puerto Pirâmides.
- Km percorridos: 250.
- Tempo: bom, com sol aberto e poucas nuvens esparsas. Temperatura: ao redor de 8 ºC.














quarta-feira, 13 de novembro de 2013

EXPEDIÇÃO LAÇADOR - FIM DO MUNDO

Na Patagônia Atlântica (AR) – Trelew (conhecendo o centro urbano e o museu paleontológico) – Viagem a Gaiman (conhecendo o centro urbano e arredores)
13 de novembro de 2013 – 41º dia

- Desayuno: a cargo do hostel.
- Pela manhã, conhecemos a pé, o centro e arredores de Trelew (médio centro comercial e industrial da região) e o que é a sua maior atração, qual seja, o Museu Paleontológico Egídio Feruglio. Estão expostos no interessante museu, milhares de peças fósseis (representando a fauna e a flora da região) e 30 exemplares de esqueletos de dinossauros, incluindo o maior esqueleto deste fascinante e grandioso animal encontrado na Patagônia.
- Depois seguimos para a municipalidade de Gaiman (17 km). Cidade simpática e tranqüila, de forte tradição galesa. Seu entorno é verdejante, graças ao Rio Chubut, que forma um belo vale, que rompe com a inóspita paisagem patagônica.
- Conhecemos atrações e percorremos os arredores, composto por chácaras e sítios, que cultivam frutas finas, protegidos do forte vento patagônico, por imensos álamos, plantados de forma estratégica.
- Almoço: uma das maiores referências turísticas da região, especialmente de Gaiman, são as casas de chás galesas. Optamos em saborear a “iguaria” na mais tradicional e charmosa das casas de chá da municipalidade. O estabelecimento foi visitado pela Princesa Diana (que era oriunda do País de Gales), quando esta visitou Gaiman, tudo fartamente documentado por fotos e outros adereços (salvo engano, no ano de 1990). Chama-se Casa Wales Te Ty Te Caerdydd. O ambiente lembra os jardins estilo inglês. Nota 1: embora o charme do local, boa parte dos “quitutes” servidos (notadamente tortas), pareceram não elaborados no dia, alem de todas as guloseimas serem exageradamente doces. Preço requintado, como o local. Enfim, cremos que o custo/benefício foi aquém do renome dos acepipes oferecidos – hehehe. Valeu à pena pelo charme. Nota 2: embora corramos o risco da crítica, o estilo das casa de chá mencionadas, guardadas proporções de toda ordem, pode ser comparável ao nosso conhecido café colonial – hehehe).
- Hospedagem: hosteria Tyr Hauls, próximo ao centro (quarto/banheiro/cozinha privativos – desjejum incluso). Excelente custo/benefício.
- Janta: na cozinha do hostel, a cargo dos blogueiros (pan com huevos fritos).
- Itinerário básico do dia: Trelew – Gaiman (com estradas vicinais).
- Km percorridos: 53.
- Tempo: bom, com sol aberto. Temperatura: por volta de 10 ºC.





















terça-feira, 12 de novembro de 2013

EXPEDIÇÃO LAÇADOR - FIM DO MUNDO

Na Patagônia Atlântica (AR) – Viagem a Punta Tombo e Trelew – Conhecendo a Reserva Cabo dos Bahias, Cabo Raso e Punta Tombo
12 de novembro de 2013 – 40º dia
- Desayuno: a cargo dos blogueiros, na cozinha do camping.
- Em continuação, desmontamos a barraca, acomodamos a carga e nos despedimos do casal carioca, já aludido.
- Rumamos para a Reserva Natural Cabo dos Bahías, 30 km a sudeste de Camarones (estrada de chão batido). À distância, pudemos ver o expressivo e lindo contraste das tonalidades avermelhadas das pedras que compõe despenhadeiros e montanhas contra a intensa tonalidade azul turquesa das águas do Atlântico, característica ímpar do Parque. Há no local uma pequena pinguinera, com poucos pingüins, bem como uma loberia (observamos significativo nº de lobos marinhos). Vimos ainda guanacos e zorros em abundante quantidade. Sensação de isolamento e de bem estar absolutos. Sentimos que valeu (e muito) aceitar o desafio da placa de publicidade. Nota: na portaria de acesso, os guardas parques devem ser informados do ingresso de visitantes, que não foi cobrado.
- Voltamos a Camarones e preferimos ir a Punta Tombo, próximo objetivo, por um caminho pouco usual (prá variar – kkkkk). Largamos pela Ruta Provincial 1, antiga e inóspita estrada de rípio, em sofrível estado de conservação, que margeia a costa do Oceano Atlântico, cruzando, por meio de um pequeno desvio, a localidade de Cabo Raso. No trajeto, além da companhia do mar (abaixo e a direita de enormes escarpas), transpusemos inúmeras fazendas de criação de ovejas e a paisagem típica da costa atlântica desta região (planícies e pequenos montes, cobertos pela estepe do semi-árido patagônico). Mais uma vez, avistamos guanacos, aves, lebres e zorros. Percorremos mais de 100 km sem ver qualquer ser humano.
- Cabo Raso é um interessante sítio histórico. Situa-se no alto de uma enseada, de frente para o mar, completamente isolado. Era um dos poucos assentamentos populacionais existentes em toda a região, no final do século XIX e início do XX (tinha um pequeno comércio, casas, pesca e turismo, telégrafo, escola, linha de ônibus e cerca de 200 habitantes). Com a construção da Ruta Nacional 03 em traçado distante de Cabo Raso, o povoamento perdeu sua importância e, atualmente, se constitui numa verdadeira “cidade fantasma”, sem moradores e com as construções ainda existentes, em completo abandono. Pelo que vimos, apenas o cemitério, estabelecido em local estratégico, com linda vista do mar e dos arredores, é habitado – medo!!!!!! - por aves marinhas e zorros – kkkkk. Tivemos a sensação de que há muito tempo Cabo Raso não era visitado – hehehe.
- Almoço: bolacha e barras de cereais, acompanhado de água natural – hehehe.
- À tarde, chegamos a Pinguinera de Punta Tombo, apontada como a maior colônia continental de pingüins do mundo (em alguns períodos, pode abrigar até 200 mil destas aves). Percorremos pequenas trilhas delimitadas (cerca de 50 minutos - ida) e vislumbramos milhares de casais, aninhados na areia da praia, chocando ovos. Observamos também filhotes, nascidos recentemente. Nota: existe uma forte infra-estrutura comercial no local. Atração bastante freqüentada, inclusive por muitos ônibus e “vans”, lotados de turistas. O acesso é pago. Turismo convencional “puro”. Achamos “meio superficial”. Preferimos os pingüins do Parque Monte de Leon e de Cabo dos Bahías (em Camarones) – hehehe. Natureza mais isolada, em estado praticamente selvagem.   
- O firmamento já estava estrelado, quando, exauridos, chegamos à cidade de Trelew.
- Hospedagem: hostel El Agora, próximo ao centro de Trelew (quarto privativo – banheiro compartilhado – inclusos o desjejum e o acesso a cozinha). Bom custo/benefício.
- Janta: frugal, a cargo dos blogueiros, na cozinha do hostel.

- Itinerário básico do dia: Camarones – Reserva Natural Cabo dos Bahias – Camarones – Cabo Raso – Punta Tombo – Trelew.
- Km percorridos: 405, sendo que 320 em estrada de rípio. Nota: a ligação de Punta Tombo a Trelew é feita por uma boa e recém construída rodovia provincial asfaltada. O “homem-guia da expedição”, Paulo Hendges, acabou se equivocando (ou foi teimoso) e optou em seguir por estradas vicinais de rípio, o que aumentou o trajeto em cerca de 80 km. Foi mal – hehehe.
- Abastecimento: 67 litros de óleo diesel.


- Tempo: bom, com sol aberto e poucas nuvens esparsas. Vento patagônico intenso. Temperatura: de 3 a 10 ºC.