terça-feira, 12 de novembro de 2013

EXPEDIÇÃO LAÇADOR - FIM DO MUNDO

Na Patagônia Atlântica (AR) – Viagem a Punta Tombo e Trelew – Conhecendo a Reserva Cabo dos Bahias, Cabo Raso e Punta Tombo
12 de novembro de 2013 – 40º dia
- Desayuno: a cargo dos blogueiros, na cozinha do camping.
- Em continuação, desmontamos a barraca, acomodamos a carga e nos despedimos do casal carioca, já aludido.
- Rumamos para a Reserva Natural Cabo dos Bahías, 30 km a sudeste de Camarones (estrada de chão batido). À distância, pudemos ver o expressivo e lindo contraste das tonalidades avermelhadas das pedras que compõe despenhadeiros e montanhas contra a intensa tonalidade azul turquesa das águas do Atlântico, característica ímpar do Parque. Há no local uma pequena pinguinera, com poucos pingüins, bem como uma loberia (observamos significativo nº de lobos marinhos). Vimos ainda guanacos e zorros em abundante quantidade. Sensação de isolamento e de bem estar absolutos. Sentimos que valeu (e muito) aceitar o desafio da placa de publicidade. Nota: na portaria de acesso, os guardas parques devem ser informados do ingresso de visitantes, que não foi cobrado.
- Voltamos a Camarones e preferimos ir a Punta Tombo, próximo objetivo, por um caminho pouco usual (prá variar – kkkkk). Largamos pela Ruta Provincial 1, antiga e inóspita estrada de rípio, em sofrível estado de conservação, que margeia a costa do Oceano Atlântico, cruzando, por meio de um pequeno desvio, a localidade de Cabo Raso. No trajeto, além da companhia do mar (abaixo e a direita de enormes escarpas), transpusemos inúmeras fazendas de criação de ovejas e a paisagem típica da costa atlântica desta região (planícies e pequenos montes, cobertos pela estepe do semi-árido patagônico). Mais uma vez, avistamos guanacos, aves, lebres e zorros. Percorremos mais de 100 km sem ver qualquer ser humano.
- Cabo Raso é um interessante sítio histórico. Situa-se no alto de uma enseada, de frente para o mar, completamente isolado. Era um dos poucos assentamentos populacionais existentes em toda a região, no final do século XIX e início do XX (tinha um pequeno comércio, casas, pesca e turismo, telégrafo, escola, linha de ônibus e cerca de 200 habitantes). Com a construção da Ruta Nacional 03 em traçado distante de Cabo Raso, o povoamento perdeu sua importância e, atualmente, se constitui numa verdadeira “cidade fantasma”, sem moradores e com as construções ainda existentes, em completo abandono. Pelo que vimos, apenas o cemitério, estabelecido em local estratégico, com linda vista do mar e dos arredores, é habitado – medo!!!!!! - por aves marinhas e zorros – kkkkk. Tivemos a sensação de que há muito tempo Cabo Raso não era visitado – hehehe.
- Almoço: bolacha e barras de cereais, acompanhado de água natural – hehehe.
- À tarde, chegamos a Pinguinera de Punta Tombo, apontada como a maior colônia continental de pingüins do mundo (em alguns períodos, pode abrigar até 200 mil destas aves). Percorremos pequenas trilhas delimitadas (cerca de 50 minutos - ida) e vislumbramos milhares de casais, aninhados na areia da praia, chocando ovos. Observamos também filhotes, nascidos recentemente. Nota: existe uma forte infra-estrutura comercial no local. Atração bastante freqüentada, inclusive por muitos ônibus e “vans”, lotados de turistas. O acesso é pago. Turismo convencional “puro”. Achamos “meio superficial”. Preferimos os pingüins do Parque Monte de Leon e de Cabo dos Bahías (em Camarones) – hehehe. Natureza mais isolada, em estado praticamente selvagem.   
- O firmamento já estava estrelado, quando, exauridos, chegamos à cidade de Trelew.
- Hospedagem: hostel El Agora, próximo ao centro de Trelew (quarto privativo – banheiro compartilhado – inclusos o desjejum e o acesso a cozinha). Bom custo/benefício.
- Janta: frugal, a cargo dos blogueiros, na cozinha do hostel.

- Itinerário básico do dia: Camarones – Reserva Natural Cabo dos Bahias – Camarones – Cabo Raso – Punta Tombo – Trelew.
- Km percorridos: 405, sendo que 320 em estrada de rípio. Nota: a ligação de Punta Tombo a Trelew é feita por uma boa e recém construída rodovia provincial asfaltada. O “homem-guia da expedição”, Paulo Hendges, acabou se equivocando (ou foi teimoso) e optou em seguir por estradas vicinais de rípio, o que aumentou o trajeto em cerca de 80 km. Foi mal – hehehe.
- Abastecimento: 67 litros de óleo diesel.


- Tempo: bom, com sol aberto e poucas nuvens esparsas. Vento patagônico intenso. Temperatura: de 3 a 10 ºC.












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