segunda-feira, 25 de novembro de 2013

EXPEDIÇÃO LAÇADOR - FIM DO MUNDO

ATRAÇÕES MAIS PROEMINENTES
 Acabada a missão a que nos propomos, ousamos apresentar as atrações que entendemos mais significativas, visitadas/conhecidas na longa marcha, sem desdouro de outras. Como já refere um antigo e sábio brocardo popular: “gosto não se discute” - hehehe. A relação segue a ordem do percurso:
- As Serras de Córdoba e o Parque Nacional Quebrada del Condorito (AR);
- O bom astral de Mendoza (AR);
- A Ruta Provincial Mendoza-Uspallata, via Villavicencio (AR);
- O Acongágua (AR);
- A Ruta Nacional que transpõe o Parque Nacional do Aconcágua – Uspalatta/Los Andes (AR e CH);
- Valparaíso (CH);
- Os parreirais do Vale do Colchagua (CH);
- O Vulcão Villarrica e arredores (CH);
- A magia da Ilha de Chiloé (CH);
- A região dos Lagos Chilena e Argentina (CH e AR);
- El Bolsón;
- Parque Nacional Los Alerces;
- A Carretera Austral (CH);
- As atrações da Carretera, especialmente a Geleira Ventisqueiro Colgante e as Capillas/Catedral de Mármol (CH);
- A Ruta que margeia o Lago General Carrera, de Puerto Bertrand a Chile Chico (CH);
- A Cueva de las Manos (AR);
- O Cerro Fitz Roy (AR);
- A Geleira Perito Moreno (AR);
- O Parque Nacional Torres del Paine (CH);
- O Estreito de Magalhães, notadamente por sua importância histórica e localização isolada e inóspita (CH);
- Ushuaia, Canal de Beagle e Parque Nacional da Terra do Fogo (AR);
- Parque Nacional Monte de Léon (AR);
- Camarones e Cabo dos Bahia (AR);
- A Ruta Provincial Camarones/Punta Tombo, via Cabo Raso (AR);
- A Península Valdés (AR).
  
PRESTAÇÃO DE CONTAS
QUADRO RESUMO DA EXPEDIÇÃO

- Nº de dias da expedição: 46 dias (44 pernoites).
- Quantidade de quilômetros percorridos: 15.512 km.
- Óleo diesel consumido: 1.650 litros.
- Média do consumo de óleo diesel (km/l): 9.4.
- Valor médio do litro de óleo diesel: R$ 2,90.
Total do valor de óleo diesel: R$ 4.785,00; individual: R$ 2.393,00.
- Nº de hospedagens: 44 diárias.
- Valor médio individual da diária: R$ 41,00.
Total do valor individual de diárias: R$ 1.804,00.
- Nº de refeições (almoço/janta) não elaboradas pelos blogueiros, degustadas em restaurantes ou estabelecimentos similares: 26.
- Valor médio individual de refeições (almoço/janta) não elaboradas pelos blogueiros, degustadas em restaurantes ou estabelecimentos congêneres: R$ 17,00.
Total do valor individual de refeições (almoço/janta) não elaboradas pelos blogueiros, degustadas em restaurantes ou estabelecimentos congêneres: R$ 442,00.
- Nº individual de refeições elaboradas pelos blogueiros, entre almoços/jantas/cafés da manhã: 82. Nota: a partir de gêneros alimentícios adquiridos junto a mercados, padarias, açougues e similares. Incluem também barras de cereais, bolachas e outros produtos análogos. 
- Valor médio individual das refeições elaboradas pelos blogueiros, entre almoços/jantas/cafés da manhã/lanches: R$ 8,00.
Total do valor individual das refeições elaboradas pelos blogueiros, entre almoços/jantas/cafés da manhã/lanches: R$ R$ 656,00.
Total do valor de pedágios: R$ 200,00; individual: R$ 100,00.
Total do valor de ingressos, passeios e uso de ferry boat/balsas: R$ 800,00; individual: R$ 400,00.
Total da revisão regulamentar da camionete: R$ 850,00; individual: R$ 425,00.
Valor total da expedição (individual): R$ 6.220,00.

RESUMO GERAL DOS VALORES TOTAIS (individual):
Combustível: R$ 2.393,00.
Hospedagem: R$ 1.804,00.
Alimentação: R$ 1.098,00.
Pedágios: R$ 100,00.
Ingressos, passeios, balsas: R$ 400,00.
Revisão da camionete: 425,00.
TOTAL DO VALOR (individual): R$ 6.220,00.

Observações gerais
- A opção de realizar a jornada durante os meses de outubro e novembro, se demonstrou assaz adequada: (a) agraciados com tempo bom, durante todo o período em que viajamos. A temperatura, especialmente na Região dos Lagos e Patagônia Argentina e Chilena, bem como na Terra do Fogo foi bastante amena. Entretanto, não enfrentamos excesso de frio/neve, o que eventualmente pode acarretar deslizamentos, interrupções de tráfego de veículos e/ou outras ocorrências típicas, que dificultam/impossibilitam a jornada; (b) encontramos com facilidade acomodação, a preço módico; (c) não enfrentamos trânsito intenso, filas e/ou outras “muvucas”, o que frequentemente acontece na alta temporada, sobretudo junto às atrações mais relevantes.
- A divisão de tarefas dos blogueiros, para atingirem o êxito da missão foi, grosso modo, a que segue: (a) Paulo Nascimento – segurança, instrução, inteligência, fotógrafo, intérprete, chef, co-organizador e co-redator do blog, RP e comunicações (acesso a internet e redes sociais, bem como contato com familiares e amigos); (b) Paulo Hendges – planejamento, logística, legislação, “homem-passo/mateiro”, disciplina e moral da tropa, co-organizador e co-redator do blog, motorista, negociador de preços, auxiliar de cozinha e preparador do chimarrão.
- No planejamento da viagem, fixamos como custo de hospedagem, o valor individual da diária entre R$ 30,00 e R$ 50,00, o que cumprimos diligentemente, disciplinados que somos – hehehe.
- Para definirmos avaliação do custo/benefício da hospedagem, levamos em consideração: (a) valor da diária (entre R$ 30,00 e R$ 50,00); (b) condições de higiene e limpeza; (c) qualidade no atendimento; (d) inclusão (ou não) do café da manhã e do acesso a cozinha; (e) quarto/banheiro privativos ou compartilhados. Nota: em nossa avaliação, o custo hospedagem no Brasil é mais caro que na Argentina e Chile (ao menos, para o estilo de viagem a que nos propusemos fazer).
- Para determinarmos a avaliação do custo/benefício das refeições, levamos em consideração: (a) valor em torno de R$ 15,00 (individual); (b) boa qualidade/quantidade de alimentos. Nota: em nossa avaliação, o custo geral da alimentação é mais em conta no Brasil, que na Argentina e Chile.
- O acesso a internet foi largamente possível nos estabelecimentos em que nos abrigamos, inclusive nos povoamentos mais longínquos, exceção ao hostel de Três Lagos (AR). Nota: levamos um bom notebook.
- Barras de cereais e nutrimentos similares foram de grande utilidade para saciarmos a fome (em caráter parcial – kkkkkk), em diversas ocasiões. Da mesma forma, sempre portamos galões (na camionete) e cantil (nas caminhadas), com água mineral.
- No transcorrer da jornada, como bons gaúchos que somos, sorvemos chimarrão diariamente (normalmente pela manhã e a tarde). Para tanto, foram levados os implementos necessários para cevar o mate amargo e 5 kg da mui buena erva mate marca Elacy, procedente de Venâncio Aires.   
- O frio e o vento intenso foram companhia constante. Importante levar roupas apropriadas, luvas, protetores de orelhas e bons calçados (sugerimos, ao menos, um par de tênis e/ou bota  impermeável). Nota: os blogueiros foram extremamente zelosos em relação a estas questões.
- Um bom fogareiro e utensílios de cozinha práticos nos ajudaram significativamente no preparo das refeições.
- Sugerimos não trafegar a noite. Nota: nas regiões mais ao sul do continente americano, no período em que viajamos, o ocaso se dá a partir das 2100h.
– Levamos a bom termo a “expedição”, a bordo de uma camionete Volks, modelo Amarok, 4x4, movida a óleo diesel. Entretanto, ao nosso sentir, qualquer veículo, em bom estado, faria o mesmo percurso, que incluiu mais de 3.000 km em estrada de rípio.     
- As refeições ditas frugais (normalmente elaboradas no café da manhã e na janta), consistiam num singelo lanche, a base de pão, margarina, leite em pó e café, eventualmente com acompanhamento de frios e frutas. Na mesma linha, era a alimentação fornecida pelos hosteis, quando a hospedagem incluía o desjejum.  
- Os hosteis que disponibilizavam o acesso a cozinha tiveram preferência para nos acomodar.
- Cartão de crédito internacional foi comumente aceito e utilizado. Entretanto, em algumas bandas, especialmente nas mais remotas, impõe-se o ressarcimento das despesas em moeda nacional (inclui hosteis, estácion de servícios, restaurantes, mercados e similares). Nota: obtivemos bons descontos em hosteis/hospedaje/casas de família pagando em espécie (“na bucha, em dinheiro vivo” - kkkkk).
- Em razão de políticas fito-sanitárias praticadas por Argentina e Chile, a fiscalização nas aduanas é rígida em relação ao transporte de produtos alimentícios, tanto de origem vegetal, como animal. Felizmente não tivemos problemas em relação a esta questão.
- Bons Guias de Viagem foram fundamentais e subsidiaram sobremaneira o planejamento e a execução da “expedição”. Informam e descrevem sobre: atrações turísticas; roteiros; hospedagem; alimentação; mapas; formas de chegar e sair; documentação necessária; clima; custos, entre outros aspectos que auxiliam a quem se propõe a realizar uma jornada como a que efetivamos. Relacionam também aprestos necessários para uma “aventura” deste naipe. Óculos de sol, protetor solar e labial, medicamentos, uma mochila pequena impermeável, entre outros apetrechos, são imprescindíveis para que a missão seja levada a bom termo.
- Empregamos os seguintes Guias de Viagem em nosso desiderato: (a) Guia O Viajante – Argentina, Projeto Zizo Asnis e Os Viajantes, 1ª edição/maio de 2007, Editora O Viajante – Trilhos e Montanhas; (b) Guia O Viajante – Chile, Projeto Zizo Asnis e Os Viajantes, 1ª edição/outubro de 2007, Editora O Viajante – Trilhos e Montanhas; (c) Guia Visual Chile e Ilha de Páscoa da Folha de São Paulo, 1ª reimpressão - 2012, Divisão de Publicações da Empresa Folha da Manhã S.A.; (d) KeyGuide Guia Argentina, 1º edição em Português - 2012, tradução de Carlos Rosa e Thaís Costa, PubliFolha, Divisão de Publicações da Empresa Folha da Manhã S.A.; (e) Lonely Planet: Chile e Ilha de Páscoa, Carolyn McCarthy (et al), tradução Jogo da Amarelinha, Editora Globo,  1º edição em Português - abril de 2013; (f) Frommer’s Chile  & Ilha de Páscoa - Guia Completo de Viagem, Tradução: Stephan Küffner e Kristina Schreck, 1ª Reimpressão Revisada – 2011, Editora Alta Books.

Nota especial: para o estilo e forma de viagem que realizamos, se destacaram, os dois primeiros guias relacionados, projeto e organização de Zizo Asnis e Os Viajantes. As informações e dicas carreadas nestes dois guias são objetivas, práticas, confiáveis e ecléticas (notadamente no sentido econômico – hehehe). Indiscutivelmente, acabaram se constituindo numa das ferramentas mais valiosas, para o planejamento e execução da jornada (as outras foram a “grana” e a camionete – kkkk). Ademais, seguimos vários dos roteiros sugeridos, sempre resultando em momentos jubilosos e inesquecíveis. Nota 2: edições mais recentes e atualizadas destes operosos Guias de Viagem foram lançadas e estão a disposição em livrarias e bancas.    

Nenhum comentário:

Postar um comentário